Polícia Civil mira quatro empresas em operação que investiga desvio de verba pública no filme ‘Dark Horse’ sobre Bolsonaro

A operação da Polícia Civil realizada nesta segunda-feira (1º) contra a produtora do filme ‘Dark Horse’, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro (PL), ampliou o cerco para outras quatro empresas suspeitas de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro público. Além de endereços ligados à produtora do longa e de gabinetes da Prefeitura de São Paulo, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em companhias que, segundo a investigação, podem ter relação com a emissão de notas fiscais frias para justificar o uso indevido de verbas públicas.

A ação, deflagrada nesta segunda-feira (1º), faz parte de um inquérito que apura se recursos públicos foram desviados para financiar a produção do filme ‘Dark Horse’, que retrata a vida política de Jair Bolsonaro. A suspeita central é de que parte do dinheiro destinado a projetos culturais ou contratos públicos tenha sido desviada por meio de notas fiscais fraudulentas, emitidas por empresas que não prestaram os serviços declarados. A Polícia Civil não divulgou os nomes das quatro empresas alvo dos mandados, mas confirmou que todas estão sob investigação por possível participação no esquema.

Panorama político e impacto da investigação

A operação ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre o uso de recursos públicos em produções audiovisuais com viés político, especialmente aquelas que envolvem figuras de destaque como Jair Bolsonaro. O filme ‘Dark Horse’, que gerou controvérsia desde seu anúncio, é visto por críticos como uma tentativa de influenciar a opinião pública em um período eleitoral. A investigação, no entanto, não se limita a um único personagem político, mas busca esclarecer se houve desvio sistemático de verbas que poderiam ter sido destinadas a áreas como saúde, educação ou infraestrutura.

A inclusão de gabinetes da Prefeitura de São Paulo na operação levanta questões sobre a transparência na gestão de contratos públicos e a fiscalização de parcerias com o setor cultural. Especialistas apontam que o caso pode ter repercussões significativas para a administração municipal, especialmente se for comprovado que servidores públicos ou agentes políticos estavam envolvidos na liberação de recursos sem a devida contrapartida. A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que novas medidas podem ser adotadas nos próximos dias.

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