A Polícia Civil desarticulou, nesta semana, um esquema de pirâmide financeira que funcionava dentro de uma igreja em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O principal alvo é um líder religioso do templo, que teria criado um falso banco digital para atrair investidores. O prejuízo estimado às vítimas passa de R$ 1 milhão.
Segundo as investigações, o golpista prometia lucros exorbitantes e garantia de retorno rápido, mas o dinheiro captado era usado para pagar os primeiros investidores e sustentar o esquema. A operação cumpre mandados de busca e apreensão e já bloqueou contas ligadas ao suspeito. O caso reforça um alerta nacional: golpes financeiros com falsas promessas de lucro têm feito vítimas em todo o país, inclusive no Piauí, onde prejuízos chegaram a R$ 500 mil.
O modus operandi não é novo. Operações recentes no Piauí desarticularam grupos que prometiam rendimentos de até 10% ao mês, e a Polícia Federal já bloqueou R$ 670 milhões em um esquema fraudulento ligado a um banco digital de outra denominação religiosa. O caso de Niterói, no entanto, chama atenção por usar a fé como isca para atrair fiéis.
A polícia não descarta novas prisões e a identificação de outros envolvidos. O líder religioso, que não teve o nome divulgado, deve responder por estelionato e lavagem de dinheiro. A expectativa é que o Ministério Público ofereça denúncia nos próximos dias, enquanto as vítimas tentam reaver os valores perdidos.
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