A Polícia Civil identificou dez suspeitos de participação nas torturas contra moradores e motociclistas de aplicativo na comunidade do Quitungo, na Penha, Zona Norte do Rio. As investigações apontam que o grupo age sob ordem do Comando Vermelho (CV) e já resultaram em três prisões e na apreensão de um adolescente.
Os crimes vieram à tona após denúncias de vítimas que relataram sessões de violência extrema, incluindo agressões físicas e ameaças, em retaliação a supostos roubos na região. A ação dos criminosos, que se apresentavam como uma espécie de tribunal paralelo, gerou pânico entre trabalhadores de delivery e moradores locais.
De acordo com a polícia, os suspeitos atuavam com métodos de intimidação e castigo público, o que levou a uma operação no Quitungo para desarticular a célula criminosa. As investigações seguem em sigilo para localizar os demais envolvidos, que já tiveram mandados de prisão solicitados à Justiça.
O caso reacende o debate sobre a escalada da violência urbana e a atuação de facções em comunidades cariocas. Enquanto isso, a população segue refém do medo, e as autoridades prometem intensificar o patrulhamento na região para evitar novos episódios de tortura e extorsão, crimes que têm se repetido em outras partes do país.
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