Polícia requisita imagens de creche após morte de bebê e investiga denúncia de negligência

A Polícia Civil requisitou as imagens do sistema de segurança de uma creche após a morte de um bebê de 1 ano e 4 meses e apura denúncia de que crianças teriam ficado sem supervisão de funcionários no momento do acidente. A investigação busca esclarecer se os profissionais participavam de uma comemoração interna enquanto a criança sofria o incidente fatal. O caso ocorreu em unidade de educação infantil localizada na região metropolitana de Maceió, conforme apuração do portal Frances News.

De acordo com a denúncia registrada, testemunhas relataram que, no horário do ocorrido, parte dos funcionários estaria envolvida em uma confraternização, o que teria comprometido a vigilância sobre as crianças. A Polícia Civil já iniciou a coleta de depoimentos de pais, educadores e da direção da creche, além de analisar as gravações para verificar se houve abandono de menor ou omissão de socorro.

A morte do menino, identificado como João Miguel dos Santos, de 1 ano e 4 meses, foi registrada no último dia 24 de julho. A causa oficial ainda depende de laudo do Instituto Médico Legal, mas informações preliminares indicam possível sufocamento ou queda. A creche, que atende crianças de 0 a 3 anos, funciona em regime de tempo integral e é conveniada à prefeitura.

O caso reacende o debate sobre a fiscalização de creches públicas e privadas no estado de Alagoas. Em 2025, o Tribunal de Contas do Estado já havia apontado irregularidades em ao menos 12 unidades de educação infantil, como falta de profissionais capacitados e ausência de câmeras de monitoramento. A Secretaria Municipal de Educação informou que abriu sindicância interna e que, se comprovada a negligência, os responsáveis serão afastados e responderão administrativa e criminalmente.

A Polícia Civil não descarta a possibilidade de indiciar os funcionários por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas há omissão ou imprudência. O inquérito deve ser concluído em até 30 dias. Enquanto isso, a creche permanece fechada para perícia e a comunidade local organiza protestos para cobrar mais rigor na supervisão de instituições infantis.

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