A Política de investimentos do IPREV, fundo previdenciário de Maceió, teria sido aprovada com apenas quatro assinaturas, segundo apuração da Polícia Federal. A informação consta em relatório que aponta falha de gestão no processo decisório do órgão, que gerencia bilhões em recursos públicos.
A PF delimita a investigação em valores que variam entre R$ 97 milhões e R$ 168 milhões, aplicados no Banco Master. A falta de quórum mínimo para aprovar a política de investimentos levanta dúvidas sobre a transparência e o rigor técnico das decisões, que envolvem o dinheiro dos servidores municipais.
O caso ganhou repercussão após Crédito & Mercado jogar a culpa em João Henrique Caldas (JHC) pelos investimentos no Banco Master. A gestão municipal, por sua vez, nega irregularidades e afirma que todos os procedimentos foram legais, mas a PF segue aprofundando as apurações.
Enquanto isso, a operação da PF no IPREV expõe uma crise na gestão municipal, que agora precisa explicar como uma decisão tão relevante foi tomada com tão poucas assinaturas. A expectativa é de que novos depoimentos sejam colhidos nas próximas semanas.
O cenário coloca JHC, pré-candidato ao governo de Alagoas em 2026, em posição delicada, já que o caso pode render desgaste político. A oposição deve usar o episódio para questionar a capacidade administrativa do grupo que comanda a capital alagoana.
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