A Câmara Municipal de Maceió realizou, nesta quarta-feira (3/6), audiência pública para colher sugestões da população à elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, cujo projeto foi enviado ao Legislativo no dia 15 de maio com previsão de orçamento de R$ 5,7 bilhões. Desse montante, 40% são de destinação obrigatória: 25% para a educação e 15% para a saúde, conforme determina a legislação.
Durante o encontro, lideranças comunitárias apresentaram demandas prioritárias para bairros em expansão demográfica, como São Jorge, Ipioca e Riacho Doce. As principais reivindicações incluíram mais investimentos em infraestrutura urbana, aumento da frota de ônibus, construção de novas escolas e unidades de saúde, além da criação de um cemitério no Litoral Norte.
A acessibilidade nas grotas também foi destaque, com pedidos de construção de escadarias para melhorar a mobilidade dos moradores. Outras demandas envolveram o fortalecimento de políticas públicas de valorização dos músicos locais e o reforço nas ações de proteção da Lagoa Mundaú, ecossistema vital para a capital alagoana.
O diretor especial de Planejamento do Orçamento Municipal da Prefeitura de Maceió, Jailton Nicácio, afirmou que, em linhas gerais, as sugestões já constam no projeto de lei enviado à Câmara, por terem sido debatidas nas audiências do Plano Plurianual (PPA) realizadas em cada região administrativa da cidade. A declaração sinaliza alinhamento entre as demandas populares e o planejamento orçamentário do Executivo.
O processo de construção da LDO 2027 ocorre em meio a um cenário de pressão por transparência e participação social na gestão fiscal dos municípios brasileiros. Em Maceió, a audiência pública reforça o papel do Legislativo como canal de escuta da sociedade, especialmente em um ano em que o orçamento municipal supera a marca dos R$ 5 bilhões, exigindo equilíbrio entre investimentos e obrigações constitucionais.
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