A revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro, carro-chefe do legado urbano da Olimpíada de 2016, transformou uma área antes degradada em polo de cultura, turismo e negócios. O Porto Maravilha, como ficou conhecido, hoje abriga museus, restaurantes e escritórios, atraindo moradores e visitantes.
Mas a promessa de despoluir a Baía de Guanabara, feita durante a candidatura olímpica, atravessou os Jogos e continua sem conclusão. Dez anos depois, o contraste é evidente: enquanto o cais respira modernidade, as águas seguem recebendo esgoto e lixo, com praias impróprias para banho em diversos pontos.
Especialistas apontam que a falta de investimento contínuo em saneamento básico e a ausência de fiscalização eficaz mantêm o problema longe de uma solução. A promessa de tratar 80% do esgoto da região até 2016 nunca saiu do papel, e a meta atual segue distante da realidade.
O legado da Rio 2016, portanto, é duplo: um sucesso pontual na zona portuária e um fracasso estrutural na recuperação ambiental. Para os próximos anos, a expectativa é que o novo ciclo de concessões e parcerias público-privadas possa, enfim, destravar as obras de saneamento que faltam — mas o tempo urge.
Fonte: ver noticia original

