Pré-candidato do PSDB alerta para risco de Alagoas repetir modelo do Maranhão, com favorecimento a grupos externos e fechamento de empresas locais

O pré-candidato a deputado estadual Francisco Sales (PSDB) voltou a defender, nesta quarta-feira (17), uma política econômica voltada para o fortalecimento dos micro, pequenos e médios empreendedores alagoanos. Ao comentar modelos de incentivos fiscais adotados em outros estados, Sales alertou que Alagoas não pode repetir experiências que beneficiam grandes grupos empresariais enquanto negócios locais enfrentam dificuldades para se manter competitivos. A declaração foi feita durante evento político e ganhou repercussão nas redes sociais e entre lideranças do setor produtivo.

Segundo Francisco Sales, o modelo adotado no Maranhão é um exemplo a ser evitado. Naquele estado, grandes grupos empresariais de fora receberam incentivos fiscais generosos, enquanto empresas locais foram fechando as portas por não conseguirem competir em igualdade de condições. “Não podemos repetir o erro do Maranhão, onde o poder público favoreceu grupos forasteiros e deixou os empreendedores locais à míngua. Isso gerou desemprego, concentração de renda e enfraqueceu a economia regional”, afirmou o pré-candidato.

Panorama político e econômico

A fala de Francisco Sales ocorre em um momento de intenso debate sobre os rumos da política de incentivos fiscais em Alagoas. O estado, que historicamente depende de setores como o sucroalcooleiro e o turismo, busca diversificar sua economia e atrair investimentos. No entanto, a experiência de outras unidades da federação, como o Maranhão, tem gerado alertas entre especialistas e políticos. O modelo maranhense, que priorizou grandes grupos em detrimento de pequenos e médios negócios, resultou em aumento da informalidade e na perda de dinamismo econômico local.

Para Sales, a saída é fortalecer a base empreendedora local, com políticas que estimulem a inovação, o crédito facilitado e a desburocratização. “Precisamos de um modelo que gere emprego e renda para o alagoano, que valorize quem já está aqui e quer crescer. Não adianta atrair grandes empresas se elas não se integram à economia local e, no primeiro sinal de crise, vão embora”, completou.

A posição do pré-candidato encontra eco em setores da sociedade civil e em entidades representativas dos micro e pequenos empresários, que há anos reivindicam maior atenção do poder público. Em Alagoas, os pequenos negócios representam mais de 90% do total de empresas e são responsáveis por grande parte dos empregos formais. No entanto, muitos enfrentam dificuldades para acessar linhas de crédito e competir com grandes grupos que recebem benefícios fiscais.

Impactos e desdobramentos

O alerta de Francisco Sales também tem implicações políticas. Como pré-candidato a deputado estadual, ele busca se posicionar como uma voz em defesa dos interesses locais, em um cenário onde a disputa por votos inclui temas como desenvolvimento regional e justiça fiscal. A crítica ao modelo do Maranhão pode se tornar um ponto central de sua campanha, especialmente em um estado onde a memória de políticas mal-sucedidas ainda está viva.

Enquanto isso, o debate sobre incentivos fiscais deve ganhar ainda mais espaço nos próximos meses, com a aproximação das eleições estaduais. A expectativa é que outros candidatos também apresentem propostas para o setor, em um esforço para equilibrar a atração de investimentos com a proteção dos negócios locais. Para Sales, no entanto, o caminho é claro: “Alagoas precisa de um modelo próprio, que não copie erros do passado e que coloque o empreendedor alagoano no centro das políticas de desenvolvimento”.

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