Termina na próxima quinta-feira (25) o prazo de 90 dias da prisão domiciliar temporária concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão sobre prorrogar ou não a medida cabe exclusivamente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso e responsável pela execução da pena.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão, após condenação por tentativa de golpe de Estado. A prisão domiciliar foi autorizada em abril, sob condições como uso de tornozeleira eletrônica e proibição de contato com investigados.
O cenário político em Alagoas repercute o caso com cautela. Aliados do ex-presidente no estado, como o deputado federal Alfredo Gaspar de Mendonça (MDB), evitam comentários públicos, enquanto oposicionistas ironizam a situação. O senador Renan Calheiros (MDB) já classificou a condenação como ‘exemplo para o Brasil’.
A expectativa é que Moraes analise o pedido da defesa nos próximos dias. Caso a prisão domiciliar não seja renovada, Bolsonaro pode voltar ao regime fechado ou semiaberto, dependendo de nova avaliação judicial.
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