Enquanto a gestão municipal de Maceió anuncia a promessa de entregar 80 novas clínicas de saúde, duas unidades de atendimento básico seguem fechadas há quase dois anos, com obras de reforma paralisadas e sem previsão de conclusão. Os ambulatórios Denilma Bulhões, no bairro do Benedito Bentes, e Noélia Lessa, na Levada, tiveram seus atendimentos suspensos em outubro de 2024 para reformas que, segundo o cronograma inicial, deveriam durar 12 meses. O prazo, porém, expirou e as unidades continuam inativas, gerando transtornos para a população que depende do serviço público de saúde.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Frances News, as duas unidades foram fechadas para obras de modernização e ampliação, mas os trabalhos não foram concluídos. A promessa de 80 clínicas, feita pela administração municipal, contrasta com a realidade de equipamentos de saúde que permanecem abandonados, sem data para reabertura. A situação afeta diretamente moradores do Benedito Bentes, um dos maiores conjuntos habitacionais da capital alagoana, e da região da Levada, que precisam buscar atendimento em outras unidades, muitas vezes superlotadas.
Panorama da saúde em Maceió
O fechamento prolongado dos ambulatórios ocorre em um contexto de sobrecarga do sistema público de saúde em Maceió. A capital alagoana enfrenta déficit histórico de leitos e de profissionais, e a paralisação das obras agrava o acesso da população a serviços básicos, como consultas médicas, exames e pequenos procedimentos. A promessa de 80 clínicas, se concretizada, poderia ampliar a rede, mas a demora na entrega das unidades já existentes levanta questionamentos sobre a capacidade de execução e o planejamento da gestão.
Especialistas em políticas públicas ouvidos por veículos locais apontam que a falta de manutenção e a interrupção de obras são problemas recorrentes em municípios brasileiros, especialmente em áreas de saúde. A situação em Maceió reflete um padrão nacional, em que obras públicas são iniciadas em períodos eleitorais e abandonadas por falta de recursos ou de prioridade administrativa. No caso específico dos ambulatórios, a população local cobra respostas concretas e prazos realistas.
Enquanto isso, a gestão municipal segue anunciando projetos de expansão da rede, mas a ausência de informações oficiais sobre o andamento das reformas nas unidades Denilma Bulhões e Noélia Lessa aumenta a desconfiança da comunidade. A recomendação de conselhos de saúde é que haja transparência e participação social no acompanhamento das obras, para evitar que novos investimentos se percam no caminho.
O portal Frances News, que publicou a matéria original, é um veículo de comunicação local que tem acompanhado o caso. A reportagem não obteve retorno da assessoria da prefeitura até o fechamento desta edição, mas o espaço segue aberto para manifestação oficial.
Fonte: ver noticia original

