O Partido Social Democrático (PSD) oficializou neste domingo (26) a candidatura à presidência da República do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. A chapa formalizada contará ainda com o líder da legenda, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente. O anúncio ocorreu na convenção nacional do partido, realizada na capital paulista, na região central da cidade.
Em seu discurso, Caiado destacou a sua carreira política de 40 anos e criticou a polarização entre a esquerda e a direita no país. Ele agradeceu ao apoio de seu parceiro de chapa, Gilberto Kassab, e à esposa Maria das Graças Caiado e familiares. O ex-governador enalteceu especialmente a sua gestão no governo de Goiás, em que esteve à frente de 2019 até março de 2026.
Ronaldo Caiado é goiano de Anápolis, médico, graduado e mestre pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. É cirurgião especializado em coluna vertebral. É produtor rural e foi deputado federal por cinco mandatos (1991-1995, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011, 2011-2015). Também foi senador eleito por Goiás em 2014. Ele já foi candidato à Presidência da República em 1989.
Panorama político e impacto da candidatura
A oficialização da chapa do PSD ocorre em meio a um cenário eleitoral já aquecido. O Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, enquanto o Partido dos Trabalhadores (PT) lançou Fernando Haddad ao governo de São Paulo. O Partido Missão também oficializou Renan Santos como candidato à Presidência. A movimentação do PSD reforça a fragmentação do espectro político e a busca por alternativas à polarização tradicional entre PT e PL.
A candidatura de Caiado representa uma aposta do partido em um nome com experiência executiva e trânsito no centro político. A escolha de Kassab como vice sinaliza a intenção de unificar a legenda em torno de um projeto nacional, embora o partido enfrente rachas internos em estados-chave, como apontam análises recentes. A convenção também ocorre em paralelo a outras definições partidárias, como a indefinição de vices de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
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