Quaest em Alagoas: Renan Filho e JHC empatados tecnicamente na liderança para o governo, com variações por gênero, idade e renda

A mais recente pesquisa Quaest sobre a disputa pelo governo de Alagoas, divulgada na segunda-feira (24), aponta um cenário de empate técnico entre Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB), com 42% e 40% das intenções de voto, respectivamente, no primeiro turno. O levantamento, encomendado pela TV Asa Branca Alagoas, ouviu 804 eleitores entre os dias 20 e 23 de agosto e traz um detalhamento inédito do eleitorado por gênero, idade, escolaridade, renda, cor ou raça, religião e posicionamento político, revelando como diferentes segmentos da população alagoana se posicionam diante dos principais nomes na corrida estadual.

No cenário geral, Lenilda Luna (UP) aparece com 1% das intenções de voto, enquanto Márcio Jambo (Democrata) não pontuou. Os eleitores indecisos somam 10%, e outros 7% afirmam que votariam em branco, nulo ou não pretendem votar. A margem de erro para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026.

Variações por segmento: quem lidera entre mulheres, homens e faixas etárias

A segmentação por gênero mostra que Renan Filho mantém 42% tanto entre mulheres quanto entre homens, enquanto JHC oscila entre 39% (público feminino) e 41% (público masculino). Entre as mulheres, os indecisos chegam a 12%, e 6% optam por branco/nulo/não votar. Já entre os homens, os indecisos são 7% e os que não pretendem votar somam 8%. A margem de erro para cada gênero é de 5 pontos percentuais.

No recorte por idade, a disputa se acirra entre os eleitores mais jovens (16 a 34 anos), onde JHC lidera com 44% contra 38% de Renan Filho. Na faixa de 35 a 59 anos, Renan Filho aparece com 44% e JHC com 38%. Entre os eleitores com 60 anos ou mais, a vantagem é de Renan Filho, que soma 48% contra 34% de JHC. As margens de erro para esses grupos são de 6, 5 e 8 pontos, respectivamente.

Escolaridade, renda e raça: diferenças numéricas dentro da margem de erro

Entre eleitores com ensino fundamental, Renan Filho tem 45% e JHC 36%. No grupo com ensino médio, os dois aparecem empatados em 42%. Já entre aqueles com ensino superior, JHC lidera com 45%, contra 36% de Renan Filho. As margens de erro são de 5, 6 e 10 pontos, respectivamente.

Por renda familiar mensal, Renan Filho vence entre os que recebem até dois salários mínimos (45% a 37%) e entre os que ganham de dois a cinco salários (41% a 39%). No grupo de renda superior a cinco salários mínimos, JHC tem 48% contra 34% de Renan Filho. As margens de erro são de 5, 6 e 10 pontos, respectivamente.

Na análise por cor ou raça, Renan Filho lidera entre eleitores brancos (44% a 37%) e pretos (47% a 33%), enquanto JHC tem vantagem entre pardos (43% a 40%). As margens de erro são de 7, 4 e 11 pontos, respectivamente.

Religião e posicionamento político: cenários distintos entre católicos e evangélicos, lulistas e bolsonaristas

Entre católicos, Renan Filho tem 45% e JHC 37%. Já entre evangélicos, JHC lidera com 47% contra 35% de Renan Filho. As margens de erro são de 4 e 7 pontos, respectivamente.

O posicionamento político revela divisões claras: entre os eleitores que se declaram lulistas, Renan Filho tem 58% e JHC 26%. No grupo de esquerda não lulista, Renan Filho também lidera, com 48% a 27%. Entre os independentes, JHC aparece com 44% contra 36% de Renan Filho. Já entre os eleitores de direita não bolsonarista, JHC tem 55% e Renan Filho 24%. Entre os bolsonaristas, a vantagem de JHC é ainda maior: 63% a 17%. As margens de erro para esses segmentos variam de 5 a 12 pontos.

Panorama político e impacto para a sucessão estadual

O cenário alagoano reflete uma disputa polarizada, com dois nomes de peso nacional dividindo o eleitorado. Enquanto Renan Filho capitaliza a herança política da família Calheiros e a aliança com o governo federal, JHC busca consolidar sua base em Maceió e atrair o eleitorado de oposição. A pesquisa também aponta que a aprovação do atual governo estadual, de Paulo Dantas, é de 56%, o que pode influenciar a reta final da campanha. No plano nacional, a disputa presidencial também se reflete nos números: Lula tem 44% e Flávio Bolsonaro 29% em Alagoas, segundo o mesmo levantamento.

Com a margem de erro de 3 pontos, a diferença de 2 pontos entre os dois principais candidatos mantém o cenário de indefinição. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e está disponível para consulta pública. O próximo levantamento deve indicar se a tendência de empate se mantém ou se algum dos candidatos consegue abrir vantagem nas últimas semanas de campanha.

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