Quase metade dos médicos que atuam em unidades de terapia intensiva (UTIs) no Brasil apresenta alto nível de esgotamento profissional. O dado é de um estudo realizado pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), divulgado nesta semana.
A pesquisa também identificou altas taxas de insatisfação entre esses profissionais, que lidam diariamente com pressão, jornadas extenuantes e decisões de vida ou morte. O levantamento ouviu intensivistas de todo o país.
O cenário acende um alerta para a saúde mental dos médicos e para a qualidade do atendimento nas UTIs. O esgotamento pode comprometer a assistência e aumentar a rotatividade nas equipes.
O estudo reforça a necessidade de políticas de apoio psicológico e melhores condições de trabalho. A expectativa é que os resultados pressionem gestores hospitalares e autoridades de saúde a adotarem medidas concretas para reverter o quadro.
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