Quatro mulheres denunciaram um coronel veterano da Polícia Militar (PM), de 59 anos, por assédio sexual dentro de um ônibus que percorria a BR-040, entre Belo Horizonte e Juiz de Fora. O caso veio à tona após a prisão do militar, ocorrida na madrugada de terça-feira (4), em Juiz de Fora, sob acusação de importunação sexual. As vítimas relataram que o assédio ocorreu ao longo de todo o trajeto, que tem cerca de 260 km, e que o coronel teria tocado e feito comentários inapropriados contra as passageiras.
De acordo com as investigações, o coronel, que já está na reserva da PM, teria agido de forma recorrente durante a viagem, abordando as mulheres com insistência e desrespeito. As vítimas, que não tiveram os nomes divulgados, prestaram depoimento e reconheceram o militar como o autor dos atos. A prisão foi efetuada por equipes da Polícia Militar de Minas Gerais, que foram acionadas após as denúncias das passageiras.
Repercussão e panorama do caso
O caso ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre a segurança das mulheres em transportes públicos e a necessidade de punição rigorosa para crimes de importunação sexual. A legislação brasileira, desde 2018, tipifica a importunação sexual como crime, com pena de 1 a 5 anos de reclusão, e a prisão em flagrante é uma medida comum nesses casos. A ação rápida das vítimas e das autoridades foi fundamental para a detenção do suspeito.
O coronel, que não teve o nome divulgado, foi encaminhado à delegacia de Juiz de Fora, onde permanece à disposição da Justiça. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar todos os detalhes do ocorrido e ouvir as demais vítimas que possam ter sido afetadas. A corporação, em nota, repudiou o ocorrido e informou que colabora com as investigações, reforçando seu compromisso com a conduta ética e legal de seus membros.
Especialistas em segurança pública destacam que casos como este evidenciam a importância de as vítimas denunciarem e de as empresas de transporte adotarem medidas de prevenção, como câmeras de monitoramento e canais de denúncia. Além disso, a sociedade civil tem cobrado políticas públicas mais eficazes para coibir o assédio em espaços coletivos, especialmente em viagens de longa distância, onde as vítimas muitas vezes se sentem vulneráveis e sem apoio imediato.
O caso segue em investigação, e novas testemunhas podem ser ouvidas nos próximos dias. A Justiça de Minas Gerais deverá analisar o pedido de prisão preventiva do coronel, que já está detido. A expectativa é de que o processo avance rapidamente, garantindo que as vítimas tenham suas queixas atendidas e que o responsável seja responsabilizado na medida da lei.
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