O ex-governador Ronaldo Lessa parece ter trocado o orgulho pela sobrevivência política. Depois de ser preterido para a vaga de vice e relegado à segunda suplência de Marina Candia, Lessa agora declara que “não tem mais idade” para disputar cargo majoritário e reafirma apoio à aliança que o colocou em segundo plano — uma coligação que inclui o PL de Flávio Bolsonaro, segundo o portal Tribuna do Sertão.
A declaração soa como um “recalculou a rota” diante da humilhação pública. O ex-governador, que já comandou Alagoas, agora aceita um papel coadjuvante no palanque do pré-candidato João Henrique Caldas (JHC), que lidera a chapa majoritária. A ironia é que Lessa, historicamente ligado a pautas progressistas, se vê ao lado de um partido que flerta com o bolsonarismo.
Nos bastidores, aliados de Lessa minimizam a situação e afirmam que a decisão foi tomada para “preservar o grupo”. Mas a leitura de analistas políticos é outra: o ex-governador estaria pagando um preço alto para continuar relevante, mesmo que isso signifique engolir o próprio discurso e aceitar um papel secundário.
Agora, resta saber se a base de Lessa vai engolir a aliança com o PL ou se a base vai rachar antes da convenção. O próximo passo do ex-governador será tentar convencer seus eleitores de que a aliança é estratégica, mas a tarefa promete ser tão difícil quanto explicar a mudança de rota.
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