O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) bateu o martelo e definiu as datas do recesso de fim de ano para os servidores públicos federais. Pela Portaria SRT/MGI nº 6.342/2026, a folga de Natal ocorre entre 21 e 25 de dezembro, enquanto a de Ano Novo fica reservada para o período de 28 de dezembro de 2026 a 1º de janeiro de 2027.
A decisão, anunciada nesta semana, vale para o funcionalismo federal e já movimenta os bastidores políticos em Alagoas. Enquanto parte da categoria comemora o descanso prolongado, gestores estaduais e municipais correm para organizar escalas de serviços essenciais — como saúde e segurança — durante os feriados. A medida também impacta o calendário de votações na Assembleia Legislativa, que deve acelerar pautas antes do recesso.
O anúncio chega em meio a um cenário de atenção aos cofres públicos. Recentemente, uma CPI na Assembleia Legislativa de Alagoas foi instaurada para investigar R$ 117 milhões do Iprev Maceió aplicados no Banco Master, o que acendeu o alerta sobre a gestão de recursos previdenciários. A pausa de fim de ano, portanto, chega em um momento de olhos voltados para a transparência fiscal.
Para os servidores, a folga é vista como uma trégua bem-vinda após um ano de ajustes e debates sobre reajustes. A expectativa agora é que os órgãos públicos publiquem portarias complementares para detalhar o funcionamento de cada setor, como já ocorre em Maceió em outros feriados — a exemplo do ponto facultativo de Tiradentes, que alterou a rotina de mercados e feiras na capital.
Politicamente, o recesso deve esvaziar os corredores do poder em Alagoas, mas não a articulação para 2026. Com o pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC) circulando pelo estado, a pausa de fim de ano pode servir como palco para encontros discretos e acertos de bastidores. O próximo passo é observar como os municípios vão aderir à medida e se haverá unificação de calendários com o estado.
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