O brasileiro descobriu um novo hábito: planejar a própria herança. Em 2025, o número de testamentos registrados no país bateu recorde, segundo levantamento divulgado pelo portal Tribuna do Sertão. O movimento reflete uma mudança de comportamento: em vez de deixar o problema para a família resolver depois, cada vez mais gente quer organizar a partilha em vida.
O testamento deixou de ser tabu e virou ferramenta de gestão patrimonial. Especialistas ouvidos na reportagem apontam que o documento reduz custos com inventário, agiliza a transferência de bens e, principalmente, evita conflitos entre herdeiros. A orientação é começar o planejamento o quanto antes, mesmo para quem não tem grandes fortunas.
Entre as dicas práticas, estão a escolha cuidadosa de quem será o inventariante, a definição clara de bens e dívidas e a atualização periódica do documento. Também é possível usar o testamento para beneficiar pessoas fora da linha sucessória obrigatória, desde que respeitados os limites legais.
O próximo passo esperado é a ampliação do debate sobre planejamento sucessório no país, com a expectativa de que o tema ganhe espaço em discussões políticas e jurídicas, especialmente diante da proposta de reforma tributária que pode impactar a transmissão de patrimônio.
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