O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), respondeu nesta terça-feira (2) às críticas do ex-prefeito de Maceió e pré-candidato ao Governo, JHC (PSDB), lembrando que o título de estado mais violento do Brasil foi construído justamente pelo grupo político do adversário. Em publicação nas redes sociais, JHC havia afirmado que Alagoas “já é o 4º estado mais violento do país”, questionando a eficácia das políticas de segurança pública da atual gestão. A troca de acusações ocorre em meio ao período pré-eleitoral, com ambos os lados utilizando dados oficiais para embasar seus argumentos.
A declaração de JHC, feita em sua conta oficial no Twitter, gerou reação imediata do governador, que destacou que, durante os anos de administração de grupos políticos ligados ao PSDB e ao próprio ex-prefeito, Alagoas liderou rankings nacionais de violência. “O título de estado mais violento do Brasil foi construído justamente pelo grupo político do adversário. Hoje, com trabalho sério, reduzimos homicídios em mais de 30% e tiramos Alagoas do topo dessa triste lista”, afirmou Paulo Dantas em nota enviada à imprensa. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, entre 2018 e 2022, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes caiu de 44,3 para 31,2, uma redução de aproximadamente 29,5%.
O embate expõe um panorama político mais amplo, com a segurança pública se consolidando como um dos principais temas da campanha eleitoral de 2026 em Alagoas. Enquanto JHC busca capitalizar sobre a percepção de insegurança, Paulo Dantas aposta nos números oficiais para defender sua gestão. Especialistas apontam que, apesar dos avanços, o estado ainda enfrenta desafios significativos, como a interiorização da violência e o aumento de crimes patrimoniais. A discussão também reflete a polarização entre os grupos políticos que dominam o cenário local, com o MDB e o PSDB disputando o eleitorado moderado e conservador.
Além do confronto direto, a troca de acusações ocorre em um contexto de queda na aprovação do governo federal, o que pode influenciar a percepção dos eleitores sobre as gestões estaduais. Enquanto isso, organizações da sociedade civil cobram transparência nos dados e políticas integradas entre os poderes. O debate, portanto, vai além das figuras de Paulo Dantas e JHC, envolvendo a eficácia das estratégias de segurança pública em todo o Nordeste, região que ainda concentra altos índices de violência.
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