A iminência de mudanças na tributação de heranças e doações está mexendo com o planejamento patrimonial das famílias alagoanas. Em 2025, o país registrou 185.861 escrituras públicas de doação de imóveis, o maior número da série histórica e 59% acima dos 116.225 atos realizados em 2020, segundo levantamento do Colégio Notarial do Brasil.

O movimento é uma resposta direta à expectativa de que a reforma tributária eleve o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), hoje com alíquotas que variam entre os estados. Antecipar a transferência de bens aos herdeiros virou uma forma de garantir as regras atuais, potencialmente mais benéficas do que as futuras.

Especialistas apontam que a estratégia, embora eficiente do ponto de vista fiscal, exige atenção: é preciso avaliar o impacto emocional e jurídico da doação em vida, além de considerar possíveis conflitos familiares. A alta nos cartórios, no entanto, indica que o receio com o futuro tributário fala mais alto.

Para o cenário alagoano, a tendência deve se manter enquanto a reforma não for regulamentada. A expectativa é que novos picos de doações ocorram a cada avanço do texto no Congresso, pressionando famílias a decidirem entre esperar ou agir agora.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *