Rejeição a Lula e Flávio Bolsonaro domina cenário eleitoral para 2026, aponta pesquisa Nexus/BTG

Uma pesquisa realizada pelo instituto Nexus em parceria com o banco BTG Pactual revela um cenário de elevada rejeição aos principais nomes cotados para a disputa presidencial de 2026. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira, aponta que 51% dos eleitores rejeitam a possibilidade de votar em Flávio Bolsonaro, enquanto 49% rejeitam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os números indicam um ambiente político altamente polarizado, com ambos os campos enfrentando resistências significativas entre o eleitorado.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todas as regiões do Brasil, entre os dias 20 e 24 de junho, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Os dados mostram que a rejeição a Flávio Bolsonaro é ligeiramente superior à de Lula, mas ambos os índices são considerados altos para potenciais candidatos. Especialistas apontam que a rejeição a Flávio Bolsonaro pode estar associada à sua atuação no Senado e à associação com o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, enquanto a rejeição a Lula reflete o desgaste natural de um ex-presidente que já ocupou o cargo por dois mandatos e enfrenta processos judiciais.

Panorama político e impactos eleitorais

O cenário desenhado pela pesquisa Nexus/BTG sugere que a disputa de 2026 será marcada por uma forte rejeição aos dois principais polos políticos. Para o campo bolsonarista, a rejeição a Flávio Bolsonaro pode abrir espaço para outros nomes, como Tarcísio de Freitas ou Michelle Bolsonaro, que têm menor rejeição. Já no campo petista, a rejeição a Lula pode fortalecer a candidatura de Geraldo Alckmin ou de outros aliados, como Fernando Haddad, que podem surfar em uma rejeição menor.

Além disso, o levantamento aponta que 23% dos eleitores afirmam que não votariam em nenhum dos dois candidatos em um eventual segundo turno, o que indica um alto índice de insatisfação com as opções atuais. Esse grupo pode ser decisivo para o resultado final, especialmente se surgirem candidaturas de terceira via com menor rejeição.

A pesquisa também avaliou a rejeição a outros nomes, como João Doria (44%), Ciro Gomes (42%) e Simone Tebet (38%), que aparecem com índices menores, mas ainda significativos. Esses números reforçam a necessidade de os partidos buscarem alternativas que possam atrair o eleitorado cansado da polarização entre Lula e Bolsonaro.

Os dados completos da pesquisa Nexus/BTG estão disponíveis no site do instituto e devem ser analisados com cautela, uma vez que o cenário político ainda pode sofrer alterações até 2026. No entanto, o levantamento já serve como um alerta para os partidos sobre a necessidade de construir candidaturas com menor rejeição e maior capacidade de diálogo com o eleitorado.

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