O senador Renan Calheiros (MDB-AL) usou as redes sociais nesta quarta-feira para repercutir a investigação da Polícia Federal contra o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Para o parlamentar, o caso confirma os alertas que ele próprio já havia feito sobre os riscos da proximidade entre Valdemar e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
“Sempre denunciei que essa aliança escondia interesses escusos. Agora, a PF mostra que não era teoria da conspiração”, ironizou Renan, em tom de quem não perdeu a chance de criticar os adversários políticos. A operação, que mira supostas irregularidades na gestão de Valdemar à frente do partido, levanta suspeitas sobre o uso de recursos públicos e lavagem de dinheiro.
O senador alagoano, que já travou embates diretos com Lira no Congresso, aproveitou para relembrar a crise familiar no PL, que expõe um racha interno entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro. Para Renan, o partido de Valdemar vive um “tsunami” que pode respingar na base de Lira.
Nos bastidores, aliados do senador avaliam que a investigação pode enfraquecer o grupo de Lira no Congresso, especialmente em Alagoas, onde o presidente da Câmara busca consolidar seu domínio político. O próximo passo esperado é que Renan intensifique os discursos contra a dupla, mirando as eleições de 2026.
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