A reordenação promovida pela Prefeitura de Maceió na orla marítima virou alvo de críticas de ambulantes que atuam na região. Comerciantes relatam queda de até 50% nas vendas desde a mudança, além de perda de visibilidade dos pontos de trabalho. A insatisfação ganhou força nas redes sociais e levanta questionamentos sobre o planejamento da gestão municipal.
Os ambulantes afirmam que a nova organização, embora tenha sido apresentada como uma forma de modernizar o espaço, acabou prejudicando quem depende do movimento diário para sustentar a família. “A gente perdeu o lugar de destaque, o cliente não acha mais a gente”, resume um dos comerciantes, que prefere não se identificar. A categoria cobra um cadastro definitivo e mais diálogo com o município antes de novas intervenções.
A Prefeitura de Maceió, por sua vez, ainda não detalhou oficialmente como pretende resolver as demandas dos trabalhadores. Enquanto isso, o clima é de apreensão entre os ambulantes, que temem novos prejuízos caso a situação não seja revista. A reordenação, que deveria trazer organização, agora expõe a falta de alinhamento entre o poder público e quem vive do comércio na orla.
O cenário coloca pressão sobre a gestão municipal, que precisará equilibrar a modernização do espaço com a proteção dos pequenos negócios. A expectativa é que a prefeitura apresente um plano de realocação mais claro e que inclua os ambulantes nas decisões. Sem isso, o risco é de que o conflito se arraste e prejudique ainda mais a economia local na alta temporada.
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