O Tribunal do Júri de Teotônio Vilela condenou, nessa quinta-feira (20), Elias José do Nascimento a 37 anos e seis meses de reclusão pelo feminicídio da ex-companheira, Adjane Araújo da Silva. A sessão ocorreu no fórum da cidade, no Agreste alagoano.
Os jurados rejeitaram a tese de absolvição e reconheceram a materialidade do crime, a autoria e a incidência de qualificadoras. A pena, uma das mais altas para casos do tipo na região, reflete a gravidade do assassinato, que chocou a comunidade local.
Durante o julgamento, o Ministério Público destacou o histórico de violência doméstica e o contexto de gênero, elementos que embasaram a decisão dos jurados. A defesa ainda não se manifestou sobre possível recurso.
O caso agora segue para análise das instâncias superiores, mas a condenação reforça a tendência de endurecimento nas respostas judiciais a feminicídios em Alagoas, tema que deve pautar o debate político estadual na corrida eleitoral de 2026.
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