O pré-candidato ao governo de Alagoas, Rodrigo Cunha, levou à Justiça Eleitoral um registro que mexe com os bastidores políticos: a ata da assembleia que o destituiu da presidência estadual do Podemos. No documento enviado ao TRE, o próprio grupo admite que perdeu o comando e que a briga pelo partido segue sub judice.
A jogada levanta questionamentos: afinal, pode? A regra do TSE permite o acesso ao sistema CandEx em caso de dissidência interna, mas o registro da ata não significa, na prática, que a destituição seja válida. Ou seja, Rodrigo Cunha tenta garantir espaço na disputa eleitoral mesmo com o partido rachado.
Enquanto isso, a gestão dele em Maceió segue sob críticas — o Sinteal já cobrou plano de carreira e denunciou suposto cerceamento em posse de gestores escolares. A movimentação no TRE, no entanto, aponta para o tabuleiro de 2026, onde o nome dele aparece como peça central.
O próximo passo é aguardar a decisão da Justiça Eleitoral sobre a validade da ata. Se o TRE reconhecer a destituição, Rodrigo Cunha pode ter que buscar outra legenda para viabilizar a pré-candidatura ao governo.
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