O rombo bilionário deixado aos cofres públicos pela siderúrgica coreana Posco será alvo de debates na Câmara dos Deputados nesta semana. A audiência pública está marcada para terça-feira (9) na Comissão de Desenvolvimento Econômico, conforme informações divulgadas pelo Painel da Folha de S.Paulo em 6 de julho de 2026.
A iniciativa de convocar o debate partiu de parlamentares que buscam esclarecer as circunstâncias do prejuízo milionário, que teria sido causado por irregularidades contratuais e descumprimento de obrigações fiscais por parte da empresa coreana. A Posco, uma das maiores siderúrgicas do mundo, operava no Brasil por meio de subsidiárias e projetos de infraestrutura, mas o rombo teria se originado de dívidas não pagas, multas e passivos trabalhistas e ambientais.
Impacto nos cofres públicos e na economia
O montante exato do rombo ainda não foi divulgado oficialmente, mas estimativas iniciais apontam para valores bilionários, o que representa um duro golpe para as finanças públicas em um momento de recuperação econômica. Especialistas ouvidos pela reportagem alertam que o caso pode ter repercussões negativas para a imagem do Brasil como destino de investimentos estrangeiros, especialmente no setor industrial.
A audiência pública deve contar com a presença de representantes da Posco, do governo federal, de órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU), além de especialistas em direito público e economia. O objetivo é mapear as responsabilidades e discutir mecanismos de ressarcimento aos cofres públicos.
Panorama político e jurídico
O caso ganhou contornos políticos após denúncias de que a empresa coreana teria se beneficiado de incentivos fiscais e linhas de crédito subsidiadas sem cumprir contrapartidas. Parlamentares da base governista e da oposição já sinalizaram que o debate será acirrado, com cobranças por transparência e punição dos responsáveis.
Para o deputado Carlos Mendes (PSDB-SP), presidente da comissão, o caso é emblemático da necessidade de revisão dos mecanismos de fiscalização de grandes empresas estrangeiras. Já a deputada Maria Oliveira (PT-PE) defendeu a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o rombo. O governo, por sua vez, afirma que já acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) para cobrar judicialmente os valores devidos.
A audiência desta terça-feira (9) será o primeiro passo para esclarecer o escândalo, que pode se arrastar por meses nos tribunais e no Congresso. A expectativa é de que novos desdobramentos surjam nos próximos dias, com a divulgação de documentos e depoimentos de ex-diretores da empresa.
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