A Prefeitura de Maceió, durante as gestões de JHC e Rodrigo Cunha, acumulou um rombo de R$ 56 milhões no serviço de coleta de lixo, ignorou reiteradas cobranças da Defensoria Pública e levou a crise sanitária a ser resolvida na Justiça, conforme revelou a Tribuna do Agreste.
De acordo com a reportagem, o déficit bilionário no setor de limpeza urbana resultou em paralisações frequentes dos serviços, acúmulo de resíduos nas ruas e prejuízos à saúde pública. A Defensoria Pública de Alagoas, que há meses tentava negociar soluções extrajudiciais com a administração municipal, viu-se obrigada a acionar o Judiciário após sucessivos descumprimentos de prazos e promessas.
Panorama político e impacto na gestão
A crise do lixo expõe fragilidades na administração municipal que transcendem a gestão de um único nome. JHC, que comandou a prefeitura até 2024, e Rodrigo Cunha, que assumiu em 2025, são apontados como responsáveis pelo agravamento do problema. A reportagem destaca que, mesmo com alertas da Defensoria, as cobranças foram ignoradas, resultando em uma dívida que já ultrapassa os R$ 56 milhões e que pode comprometer futuros investimentos na cidade.
O impacto para a população é direto: bairros inteiros ficaram sem coleta por dias, gerando mau cheiro, proliferação de vetores e riscos de doenças. A judicialização do caso, agora sob análise da Justiça, pode levar a multas e até mesmo à intervenção no serviço, caso a prefeitura não apresente um plano de regularização.
Para especialistas ouvidos pela Tribuna do Agreste, o rombo financeiro reflete uma combinação de má gestão de contratos, falta de planejamento e ausência de fiscalização. A situação coloca em xeque a capacidade das administrações de JHC e Rodrigo Cunha de gerir serviços essenciais, enquanto a população arca com as consequências de uma crise que poderia ter sido evitada.
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