Rússia se diz única garantidora da soberania da Ucrânia e irrita comunidade internacional

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia voltou a provocar polêmica ao afirmar, nesta semana, que apenas Moscou pode ser considerada garantidora da soberania da Ucrânia. A declaração, divulgada pelo órgão oficial, foi recebida com surpresa e críticas por diplomatas ocidentais, que veem na fala uma tentativa de legitimar a interferência russa no país vizinho.

Segundo o Itamaraty russo, a posição se baseia em acordos anteriores e na suposta necessidade de proteger interesses estratégicos na região. A fala, no entanto, ignora resoluções da ONU e o direito internacional, que reconhecem a Ucrânia como nação independente. Especialistas apontam que a retórica de Moscou tende a endurecer ainda mais o diálogo, que já está praticamente travado desde o início da guerra.

A declaração foi publicada pelo site Tribuna do Sertão, que repercutiu o comunicado oficial sem acrescentar análises próprias. Ainda assim, o tom do MRE russo não passou despercebido: em meio a negociações frágeis e sanções econômicas, a mensagem soa como um recado direto a Kiev e a seus aliados no Ocidente.

Analistas políticos avaliam que a postura russa deve intensificar a pressão por uma mediação internacional mais ativa, possivelmente com novos encontros entre líderes europeus e norte-americanos. O próximo passo esperado é uma resposta oficial da Ucrânia, que já sinalizou rejeitar qualquer acordo que não garanta sua integridade territorial plena.

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