Com as bandeirinhas já colorindo as ruas de Maceió, o São João chega oficialmente em junho, mas para dezenas de costureiras e artesãs da capital alagoana a festa começa bem antes. A produção de roupas e acessórios típicos do período junino se tornou uma importante fonte de renda para profissionais que veem na data uma oportunidade de impulsionar o negócio.
Há quatro anos, a costureira Maria Aparecida, que trabalha no bairro do Poço, conta que a demanda por vestidos xadrez, camisas de quadrilha e acessórios como chapéus e fitas cresce a partir de março. “É o período que mais vendo, chega a triplicar o faturamento”, afirma. O movimento aquece não só as vendas diretas, mas também a cadeia de fornecedores de tecidos e aviamentos.
O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), destacou a importância do artesanato local para a economia criativa da cidade. Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico anunciou que vai ampliar o apoio a feiras e eventos de moda junina, com capacitação e linhas de crédito para microempreendedores do setor.
A expectativa é que, com o aquecimento do turismo e dos festejos, o São João deste ano gere um incremento de até 30% na renda das artesãs e costureiras da capital. O próximo passo, segundo a prefeitura, é mapear esses profissionais para incluí-los em políticas públicas de fomento ao empreendedorismo feminino e à economia solidária.
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