Seminário na Câmara Municipal de SP reúne USP e PSOL para debater habitação social

O LabCidade, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, e o PSOL realizam nesta segunda-feira (15) o seminário HIS na Pauta, às 17h30, na Câmara Municipal de São Paulo, para discutir habitações de interesse social (HIS) na capital paulista. O evento ocorre em um momento em que o déficit habitacional na cidade ultrapassa 300 mil moradias, segundo dados da Fundação João Pinheiro, e a Prefeitura enfrenta pressão para ampliar programas como o Minha Casa Minha Vida e o Plano Municipal de Habitação.

O seminário contará com a presença de pesquisadores, vereadores e movimentos sociais, que debaterão propostas para acelerar a produção de HIS, especialmente em áreas centrais e bem servidas por infraestrutura. Entre os temas previstos estão a revisão do Plano Diretor Estratégico, a destinação de terrenos públicos para habitação popular e a criação de mecanismos de financiamento acessível. A escolha da Câmara Municipal como sede reforça a necessidade de articulação entre o Legislativo e a academia para enfrentar a crise habitacional.

O evento é parte de uma série de iniciativas que buscam influenciar a agenda política municipal, em um contexto em que a cidade de São Paulo registra um aumento de 12% nas ocupações irregulares nos últimos dois anos, segundo a Defensoria Pública. A participação do PSOL, partido que integra a base de apoio do prefeito Ricardo Nunes (MDB) em algumas pautas, mas que também critica a lentidão nas políticas habitacionais, sinaliza a transversalidade do tema. O LabCidade, por sua vez, trará dados técnicos e estudos de caso de outras metrópoles brasileiras, como Belo Horizonte e Recife, que implementaram modelos inovadores de HIS.

O seminário HIS na Pauta ocorre em meio a debates sobre a regulamentação do programa Minha Casa Minha Vida no município e a destinação de recursos do Fundo Municipal de Habitação, que somam R$ 1,2 bilhão para o próximo ano. A expectativa é de que o evento produza um documento com recomendações a ser encaminhado à Câmara e à Prefeitura, ampliando a pressão por ações concretas. A entrada é gratuita e aberta ao público, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da Câmara.

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