Servidores do IBGE entraram em greve no Rio de Janeiro e na Bahia, em meio a um acirramento da crise entre o sindicato da categoria e a direção do instituto. O movimento, que começou nesta semana, contesta alterações em regras de trabalho, progressão de carreira e indenizações de campo, além de acusar a gestão de Marcio Pochmann de restringir espaços de participação dos funcionários.
Segundo o sindicato, a paralisação não afeta o calendário de divulgações oficiais, como pesquisas e índices econômicos. A categoria, no entanto, sinaliza que a mobilização pode se expandir para outros estados caso não haja diálogo com a direção do órgão.
O clima é de tensão: de um lado, servidores reivindicam mais transparência e condições de trabalho; de outro, a gestão Pochmann nega retrocessos e afirma estar aberta ao diálogo. A greve, porém, expõe um desgaste que vinha se acumulando nos bastidores do instituto.
Nos próximos dias, a expectativa é de novas assembleias para avaliar os rumos do movimento. A pressão sobre a direção do IBGE deve aumentar, especialmente se outras regionais aderirem à paralisação.
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