STF avança em duas frentes de investigação sobre cinebiografia ‘Dark Horse’ de Jair Bolsonaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o avanço de investigações sobre o filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro, em duas frentes distintas conduzidas pelos ministros Flávio Dino e Nunes Marques. As apurações correm em paralelo, mas podem se cruzar durante a tramitação, segundo informações divulgadas neste sábado (26).

De acordo com a decisão, os dois ministros relatarão processos que tratam de repasses milionários feitos pelo empresário Daniel Vorcaro para a produção do longa-metragem. A Polícia Federal (PF) investiga se os valores envolveram crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, conforme apontam documentos obtidos pelo portal Republica do Povo.

Panorama das investigações

As investigações sobre o filme Dark Horse ganharam novo impulso após o STF autorizar a PF a aprofundar as apurações sobre os repasses. Em uma das frentes, o ministro Flávio Dino analisa pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal de envolvidos. Já Nunes Marques examina a legalidade dos contratos firmados para a produção, que teria recebido aportes financeiros de Vorcaro, dono de uma rede de clínicas odontológicas.

O caso ganhou repercussão nacional após reportagens revelarem que o empresário teria destinado valores expressivos para a cinebiografia, que narra a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A PF suspeita que parte do dinheiro possa ter origem ilícita, o que motivou a abertura de inquéritos sigilosos.

Impacto político e jurídico

O avanço das investigações ocorre em meio a um cenário político tenso, com aliados de Lula utilizando a autorização do STF para atacar Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente. Em paralelo, a defesa de Bolsonaro nega qualquer irregularidade e afirma que o filme foi financiado de forma legal.

Especialistas ouvidos pelo Republica do Povo avaliam que o caso pode se desdobrar em novas frentes de apuração, especialmente se os processos conduzidos por Dino e Mendonça se cruzarem. Até o momento, não há previsão para conclusão dos inquéritos.

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