Um influenciador gravou um vídeo em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jacintinho, em Maceió, denunciando a superlotação e a demora no atendimento. Segundo ele, apenas um médico estava disponível para atender cerca de 300 pacientes na unidade, o que gerou filas e reclamações entre os usuários do sistema público de saúde. A denúncia foi publicada pelo portal Frances News e repercutiu nas redes sociais, acendendo um alerta sobre as condições do serviço emergencial na região.
O vídeo, que circula amplamente, mostra o influenciador em frente à UPA, apontando a longa espera e a falta de profissionais. Ele afirma que a situação é recorrente e que os pacientes enfrentam horas de espera sem previsão de atendimento. A unidade, que deveria funcionar como porta de entrada para casos de urgência e emergência, enfrenta problemas estruturais e de pessoal, segundo relatos de moradores da região.
Panorama político e impacto na saúde pública
A denúncia ocorre em um contexto de pressão sobre o sistema de saúde de Alagoas, que enfrenta desafios históricos de financiamento e gestão. A UPA do Jacintinho é uma das principais unidades de atendimento da capital, atendendo bairros populosos como Jacintinho, Feitosa e adjacências. A superlotação é um problema crônico, agravado pela falta de investimentos em atenção básica e pela concentração de demanda em poucos equipamentos de saúde.
O caso expõe a fragilidade do serviço público e gera cobranças por parte de entidades de defesa dos direitos dos pacientes e de movimentos sociais. A população local relata que a demora no atendimento não é um fato isolado, mas uma rotina que coloca vidas em risco. A situação também levanta questionamentos sobre a capacidade do poder público de garantir o acesso à saúde de qualidade, conforme previsto na Constituição.
Até o momento, não há manifestação oficial da Secretaria de Saúde de Maceió ou do governo estadual sobre a denúncia. O influenciador, que não teve o nome divulgado, pede providências e maior transparência na gestão das unidades de saúde. A reportagem do Frances News tenta contato com as autoridades para esclarecimentos sobre a escala de médicos e as medidas para reduzir a superlotação.
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