Tarcísio defende apuração da Polícia de SP sobre ‘Dark Horse’ e confirma envio de provas à PF

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) defendeu nesta terça-feira (25) as investigações da Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora do filme ‘Dark Horse’, que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro (PL), e confirmou que a instituição cumprirá a determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino de compartilhar as provas do caso com a Polícia Federal.

A declaração foi dada após o ministro Flávio Dino autorizar o acesso da PF às provas obtidas pela Polícia Civil de São Paulo na investigação sobre a produtora do filme. A decisão, publicada na última semana, gerou expectativa sobre a cooperação entre as forças de segurança estaduais e federais.

Cooperação entre instituições

Tarcísio afirmou que a Polícia Civil de São Paulo atuará de forma transparente e dentro da legalidade, enviando todo o material solicitado. Ele destacou que a apuração sobre o ‘Dark Horse’ segue os trâmites normais e que não há obstáculos para o compartilhamento das informações.

O governador também ressaltou a importância de as instituições trabalharem em conjunto para esclarecer os fatos, sem politizar a investigação. Ele evitou comentar o conteúdo do filme, mas reforçou que a apuração deve seguir critérios técnicos.

Panorama político

O caso ‘Dark Horse’ ganhou repercussão nacional por envolver a produção de um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, ex-presidente da República. A investigação da Polícia Civil de São Paulo busca apurar possíveis irregularidades na captação de recursos ou na produção da obra, que ainda não teve detalhes divulgados oficialmente.

A decisão de Flávio Dino de compartilhar as provas com a PF ocorre em um momento de tensão entre os poderes, com discussões sobre limites de investigações e autonomia das polícias. Especialistas apontam que a cooperação entre as esferas estadual e federal é essencial para a transparência do processo.

Enquanto isso, aliados de Bolsonaro criticam a investigação, classificando-a como perseguição política. Já defensores da apuração argumentam que a justiça deve ser aplicada independentemente de posições ideológicas.

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