A comerciante Débora Leitão, moradora de São Paulo, enfrentou um dilema comum: após a queima da geladeira, descobriu que o conserto era inviável. Antes mesmo de receber o novo aparelho, a preocupação com o descarte correto do antigo a levou a buscar soluções. Para sua surpresa, encontrou um serviço gratuito de coleta de grandes eletrodomésticos, operado por meio de plataformas digitais.
Em Alagoas, a situação não é diferente. A logística reversa de itens como geladeiras, fogões e máquinas de lavar ganha impulso com aplicativos e sites que conectam consumidores a empresas especializadas. O serviço, muitas vezes oferecido por fabricantes ou cooperativas, evita que esses resíduos poluentes sejam descartados em lixões ou terrenos baldios.
A iniciativa reduz o impacto ambiental e ainda gera renda para catadores. No entanto, especialistas alertam que a adesão ainda é baixa no interior do estado, onde a falta de informação e de pontos de coleta dificulta o processo. A expectativa é que novas parcerias público-privadas ampliem a capilaridade do serviço nos próximos meses.
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