Trabalhadores das linhas 11, 12 e 13 da CPTM cruzam os braços em greve

Os trabalhadores das linhas 11, 12 e 13 da CPTM entraram em greve nesta terça-feira, paralisando o serviço em trechos que atendem a região do Alto Tietê e o centro de São Paulo. O movimento, que começou nas primeiras horas do dia, já provoca transtornos para milhares de passageiros que dependem do transporte sobre trilhos.

A paralisação é uma resposta direta ao avanço do processo de privatização da companhia, que, segundo o sindicato da categoria, coloca em risco a estabilidade dos empregos e a qualidade do serviço prestado. Os grevistas reivindicam a revisão do modelo de concessão e garantias formais de que não haverá demissões em massa.

Enquanto a diretoria da CPTM não se manifesta oficialmente sobre o impasse, a categoria promete manter a mobilização por tempo indeterminado. A expectativa é de que uma nova rodada de negociação seja convocada ainda nesta semana, mas o clima entre os trabalhadores é de desconfiança quanto ao cumprimento de acordos anteriores.

O cenário coloca o governo estadual sob pressão, já que a greve expõe as fragilidades do plano de desestatização e reacende o debate sobre o papel do transporte público como serviço essencial. O próximo passo deve ser a intervenção do Ministério Público do Trabalho para mediar o conflito, enquanto os usuários seguem reféns da indefinição.

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