Tragédia na Venezuela: Dois brasileiros morrem em terremotos devastadores; país enfrenta crise humanitária

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou nessa quinta-feira (25) que dois brasileiros — uma mulher e um homem — morreram em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta (24). Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter, podem ter deixado milhares de mortos, segundo autoridades locais e internacionais. O governo brasileiro já mobiliza uma missão humanitária com a Força Aérea Brasileira (FAB) e prometeu envio de equipes de saúde e insumos ao país vizinho.

O primeiro tremor, de magnitude 7,2, atingiu uma área de aproximadamente 160 quilômetros a oeste de Caracas na noite de quarta-feira, seguido, menos de um minuto depois, por um tremor de magnitude 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. Este último foi o mais forte registrado na Venezuela desde 1900. O país, situado na fronteira entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Sul, já sofreu terremotos devastadores, incluindo um que matou cerca de 30 mil pessoas em 1812.

Em nota publicada no X, o MRE declarou: “O MRE informa, com grande pesar, o falecimento de uma cidadã e um cidadão brasileiros em consequência dos terremotos que atingiram a Venezuela. O ministério informa ainda estar prestando assistência consular às famílias das vítimas.” A identidade dos brasileiros não foi divulgada, e o Itamaraty não confirmou se eles residiam no país ou estavam em trânsito.

Pouco antes do anúncio do Itamaraty, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou o uso de uma aeronave KC-390 Millennium para missão humanitária brasileira à Venezuela, com decolagem prevista para às 10h de hoje. A aeronave transportará equipes de saúde, insumos e equipamentos de busca e resgate. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia afirmado ontem que prometeu à presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, o envio de “tudo o que for necessário” ao país. A declaração foi feita após reunião com ministros, na qual Lula destacou a urgência da situação.

O número de desaparecidos pode passar de 40 mil, conforme reportagens da imprensa local, e o governo venezuelano enfrenta dificuldades para acessar áreas isoladas. O Brasil já colocou equipes de saúde e insumos à disposição da Venezuela, e a missão humanitária deve incluir médicos, enfermeiros e especialistas em desastres. A crise humanitária se agrava com a destruição de infraestrutura básica, como hospitais, estradas e sistemas de comunicação.

O cenário político na região é de solidariedade e mobilização. O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, coordena esforços com a Organização das Nações Unidas (ONU) e outros países sul-americanos para garantir assistência humanitária. A tragédia na Venezuela ocorre em um contexto de instabilidade política e econômica no país, que já enfrentava uma crise migratória e escassez de recursos básicos. A comunidade internacional acompanha de perto a evolução dos resgates e a resposta das autoridades locais.

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