Tragédia na Venezuela: número de desaparecidos em terremoto pode ultrapassar 40 mil, enquanto mortos chegam a 188

Subiu para 188 o número de mortos na Venezuela devido aos dois terremotos que atingiram o país no início da noite desta quarta-feira (24), conforme atualização divulgada por Jorge Rodríguez, presidente do Congresso Nacional e irmão da presidente Delcy Rodríguez. Segundo ele, passa de 1.500 o número de pessoas hospitalizadas. No entanto, a quantidade de vítimas tende a ser bem maior do que a divulgada até o momento, pois, de acordo com o site Desaparecidos Terremoto Venezuela, criado pela sociedade civil para reunir informações extra oficiais sobre vítimas, há mais de 40 mil pessoas desaparecidas.

O terremoto, que ocorreu em duas ondas sísmicas consecutivas, devastou áreas urbanas e rurais, especialmente na região central do país, onde prédios desabaram e estradas foram danificadas. A plataforma Desaparecidos Terremoto Venezuela, acessível à população, permite inserir dados sobre desaparecidos como idade, sexo, estado civil e a cidade onde mora, funcionando como um banco de dados paralelo aos registros oficiais. A iniciativa reflete a desconfiança em relação à transparência governamental, em um contexto de crise política e econômica que já dura anos.

Panorama político e solidariedade internacional

O governo venezuelano, liderado por Delcy Rodríguez, enfrenta críticas pela lentidão na resposta e pela falta de informações precisas, enquanto a oposição, liderada por setores como a Plataforma Unitária, cobra ações mais rápidas e abertura para ajuda internacional. Líderes de todo o mundo se solidarizaram com a Venezuela, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que ofereceu ajuda e manifestou consternação com o terremoto. O Brasil colocou equipes de saúde e insumos à disposição do país vizinho, em um gesto de cooperação regional que contrasta com as tensões diplomáticas recentes.

A tragédia expõe a fragilidade das infraestruturas venezuelanas, já afetadas por anos de crise econômica e sanções internacionais. O número de desaparecidos, que pode ultrapassar 40 mil, sugere que o impacto real é muito maior do que os números oficiais indicam, com famílias inteiras soterradas em áreas de difícil acesso. A sociedade civil, por meio de plataformas como o Desaparecidos Terremoto Venezuela, busca preencher lacunas deixadas pelo Estado, enquanto organizações internacionais, como a Cruz Vermelha e a ONU, preparam equipes de resgate.

O governo venezuelano, por sua vez, afirma estar coordenando esforços de busca e salvamento, mas a falta de recursos e a burocracia dificultam o avanço. Enquanto isso, a população se mobiliza em mutirões para remover escombros, e a imprensa internacional relata cenas de desespero em cidades como Caracas e La Guaira. A tragédia também reacende o debate sobre a necessidade de um plano nacional de prevenção a desastres, algo que o país não possui de forma robusta.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *