Há exatos 30 anos, na madrugada de 23 de junho de 1996, o empresário Paulo César Farias e sua namorada, Suzana Marcolino, eram assassinados em Maceió. O crime abalou o país e calou uma figura-chave do submundo político brasileiro, ex-tesoureiro da campanha de Fernando Collor. O processo, que só chegou aos tribunais após 17 anos, foi encerrado na esfera judicial há 22 anos, mas o enigma sobre a motivação e os mandantes segue sem solução.
PC Farias, que havia sido condenado por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, era peça central no escândalo que levou ao impeachment do ex-presidente. Sua morte, a tiros, em uma casa na praia de Guaxuma, levantou suspeitas de que ele sabia demais. A namorada, Suzana, também foi executada. A polícia da época apontou um suposto crime passional, versão que nunca convenceu setores da imprensa e da política alagoana.
O caso foi arquivado sem apontar culpados, e a memória sobre o episódio se tornou alvo de disputa. Enquanto alguns veem ali um acerto de contas do crime organizado, outros insistem na tese de que o empresário foi silenciado para não revelar segredos de Estado. A ausência de justiça alimenta teorias e mantém o caso como uma ferida aberta na história recente do país.
Com o processo encerrado e sem novas investigações, a perspectiva é que o mistério continue a render debates e livros, mas dificilmente será esclarecido. O silêncio judicial, ironicamente, faz eco ao silêncio imposto a PC Farias e Suzana há três décadas.
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