A Justiça da Itália autorizou nesta quinta-feira (26) o pedido de extradição contra Carla Zambelli por entender que o vínculo da ex-deputada com o país europeu é meramente formal.
O colegiado da Corte de Apelações descartou a tese de que a cidadania por direito de sangue impediria a sua entrega às autoridades brasileiras. Para os magistrados, a vida política da ré ocorreu exclusivamente no Brasil.
A decisão baseia-se no Tratado Bilateral de 1989, que prevê a cooperação jurídica entre as duas nações em casos criminais. O tribunal destacou que o pacto internacional permite explicitamente a extradição de cidadãos ítalo-brasileiros.
Atualmente, a ex-parlamentar do PL cumpre prisão no bairro de Rebibbia, em Roma, em uma unidade que enfrenta problemas de superlotação. O local abriga 371 detentas em um espaço projetado para receber apenas 272 mulheres.
Próximos passos jurídicos
Apesar do revés, a defesa protocolará recurso para contestar a sentença. O caso deve subir agora para o Supremo Tribunal de Cassação, última instância do Judiciário italiano antes do veredito administrativo do governo.
A palavra final sobre a transferência dependerá do aval do Ministro da Justiça da Itália. Se confirmado o envio, Zambelli deve cumprir sua pena de 10 anos de prisão na Penitenciária Feminina do Distrito Federal.
