O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira (26) que o país volte a sediar uma Copa do Mundo de forma exclusiva, durante evento com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. A declaração, feita em tom de brincadeira, ocorre em meio a tensões comerciais com México e Canadá, que dividirão com os EUA a organização do Mundial de 2026.
Trump sugeriu que a próxima edição do torneio, após 2026, seja realizada apenas em solo norte-americano, excluindo os vizinhos. “Talvez a gente faça a próxima sozinho”, disse o presidente, arrancando risos da plateia. A fala foi interpretada como uma provocação, mas também reflete o histórico de críticas de Trump a acordos multilaterais e parcerias regionais.
Panorama político e econômico
A proposta de Trump ocorre em um contexto de renegociação de acordos comerciais com México e Canadá, além de ameaças de tarifas sobre produtos importados. A Copa do Mundo de 2026 será a primeira a ser sediada por três países, um modelo inédito que gerou controvérsias sobre logística e segurança. Especialistas apontam que a declaração de Trump pode ser uma estratégia para pressionar os parceiros em outras negociações bilaterais.
Infantino, por sua vez, não comentou diretamente a sugestão, mas reiterou o compromisso da Fifa com o desenvolvimento do futebol nos EUA. “Os Estados Unidos têm infraestrutura e paixão pelo esporte”, afirmou o dirigente, sem descartar futuras candidaturas exclusivas. A entidade, no entanto, já havia elogiado o modelo tripartite como “exemplo de cooperação internacional”.
A fala de Trump também gerou reações no Congresso norte-americano, onde parlamentares democratas criticaram a postura do presidente. “O futebol não deve ser usado como ferramenta de barganha política”, declarou o senador Bernie Sanders, em nota. Já republicanos aliados de Trump minimizaram a polêmica, classificando a declaração como “humor típico do presidente”.
Enquanto isso, México e Canadá mantêm silêncio oficial sobre o episódio, mas fontes diplomáticas indicam que o tema será tratado em reuniões bilaterais previstas para as próximas semanas. A Copa de 2026 já enfrenta desafios logísticos, como a definição de sedes e a segurança nas fronteiras, e a declaração de Trump pode adicionar novas tensões ao processo.
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