Trump exalta os EUA como ‘esperança e luz’ e rejeita comunismo em discurso dos 250 anos da Independência

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exaltou neste domingo (5) os EUA e o povo norte-americano, afirmando que são ‘luz, esperança e liberdade’ no mundo, e disse que ‘não queremos comunistas no nosso país’. O discurso ocorreu no National Mall, marco da capital norte-americana, para fechar o feriado de 4 de julho e celebrar os 250 anos da Independência dos EUA. A fala foi transmitida ao vivo e repercutiu internacionalmente, em meio a um cenário de polarização política e eventos climáticos extremos que afetaram as comemorações em diversas cidades.

Durante o pronunciamento, Trump declarou: ‘Durante 250 anos, os Estados Unidos da América têm sido a esperança, a promessa, a luz e a glória entre todas as nações do mundo. Todos no mundo tentam ser como nós, mas ninguém consegue e, com a ajuda de Deus, sempre seremos assim — ou até melhores. Estamos celebrando o triunfo da liberdade sobre a tirania’. A fala reforçou a narrativa de excepcionalismo americano, frequentemente utilizada por líderes do país em momentos de celebração nacional.

Em seguida, Trump afirmou que os EUA são o maior país do mundo, e que todos os outros tentam ser como os norte-americanos, porém não conseguem. Isso porque o país foi o responsável por combater o comunismo com sucesso ao longo dos anos. ‘Não queremos comunistas em nosso país, e os EUA nunca serão um país comunista. O comunismo é um perdedor e sempre será. Nossos guerreiros não o derrotaram diversas vezes em várias partes do mundo apenas para ele tentar colocar sua cabeça novamente por aqui. É como um câncer, você precisa o retirar rapidamente’, disse.

Com a fala, Trump pareceu voltar a atacar seus opositores, do Partido Democrata, e os associar ao comunismo — algo que políticos democratas já rejeitaram no passado. Na sexta-feira, em um discurso no Monte Rushmore, ele já havia os chamado de ‘malignos’ e ‘comunistas’ e dito que a ideologia é ‘uma ameaça maior que o 11 de Setembro’ para os EUA. A estratégia retórica intensifica a polarização política no país, que já vinha sendo marcada por debates sobre imigração, segurança nacional e direitos civis.

O presidente norte-americano também afirmou que ‘o sonho americano está de volta’, que os EUA estão melhor do que nunca e ‘apenas no início da era de ouro’. Ele aproveitou para prometer ao público que seu governo aprovará o ‘Save America Act’, para exigir prova de cidadania e documento com foto para votar nas eleições. A proposta, que já enfrenta resistência de grupos de direitos civis e de parte do Congresso, visa endurecer as regras eleitorais, sob alegação de combater fraudes — alegação que não tem sido comprovada por investigações independentes.

Trump também exaltou o Exército dos EUA, que chamou de mais poderoso do mundo e disse estar ‘mais forte e poderoso do nunca’. Ele disse que os militares tiveram um ‘tremendo sucesso’ na captura do ditador Nicolás Maduro na Venezuela e na guerra do Irã. A referência à captura de Maduro, ocorrida em operação recente, gerou reações mistas na comunidade internacional, com aliados elogiando a ação e críticos apontando violações de soberania.

Enquanto isso, uma onda de calor extremo e tempestades atrapalharam as celebrações do 4 de julho em algumas cidades dos EUA. O discurso de Trump para celebrar os 250 anos de independência dos EUA começou no horário previsto, mas o clima adverso reduziu o público presencial e forçou o cancelamento de fogos de artifício em localidades como Nova York e Chicago. O evento no National Mall, no entanto, ocorreu sem interrupções, com medidas de segurança reforçadas.

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