TSE decide futuro de eleição suplementar em Roraima após Arthur Henrique vencer com 60,87% dos votos

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai decidir sobre o resultado da eleição suplementar para governador de Roraima, realizada neste domingo (21), após Arthur Henrique (PL) ser o mais votado com 160.004 votos (60,87% dos votos válidos), mas sua candidatura estar sub judice por descumprimento do prazo legal de desincompatibilização. O candidato a vice, subtenente Velton, também integra a chapa que aguarda análise do TSE sobre decisão do Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-RR) que indeferiu o registro dos candidatos. O cenário político em Roraima permanece instável, com a possibilidade de nova anulação do pleito, o que impacta diretamente a sucessão no estado e o calendário eleitoral de 2026.

A apuração foi concluída na noite de domingo, mas os candidatos não puderam ser declarados eleitos imediatamente. O TSE precisa analisar a decisão do TRE-RR que indeferiu o registro de Arthur Henrique e subtenente Velton por descumprimento do prazo legal de desincompatibilização — afastamento do cargo para disputar eleição. O ex-prefeito de Boa Vista se desligou da gestão municipal após a cassação do então governador Antonio Denarium (Republicanos) e de seu vice Edilson Damião (UNIÃO), ocorrida em abril de 2026 pelo TSE. O afastamento seguiu o prazo estabelecido pelo TRE-RR por resolução, de apenas 24 horas, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a decisão, por considerar o prazo em desacordo com a Lei Complementar 64/1990, que prevê um mínimo de três meses.

Disputa acirrada e panorama político

Além da chapa de Arthur Henrique, outros dois candidatos concorreram ao cargo. A chapa de Soldado Sampaio e Tayla Peres (Republicanos) recebeu 93.897 votos válidos (35,72%), enquanto a de Nelita Frank (PT) e Bartô Macuxi (PSol) obteve 8.948 votos (3,40% dos votos válidos). O resultado reflete a polarização política no estado, mas a indefinição jurídica pode levar a uma nova eleição suplementar, caso o TSE mantenha o indeferimento do registro. A situação em Roraima insere-se em um contexto mais amplo de instabilidade institucional, com decisões judiciais impactando diretamente o calendário eleitoral e a governabilidade local.

O caso também levanta debates sobre a autonomia dos tribunais regionais e a aplicação da legislação eleitoral, especialmente em relação aos prazos de desincompatibilização. A decisão do STF de derrubar a resolução do TRE-RR estabelece um precedente importante para futuras eleições suplementares em todo o país. Enquanto isso, o eleitorado roraimense aguarda a definição do TSE, que pode confirmar o resultado das urnas ou determinar novas eleições, prolongando a crise política no estado.

Fonte: ver noticia original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *