O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (20), proibir o candidato à Presidência da República Pablo Marçal (PRTB) de realizar campanha eleitoral, comparecer a debates e participar do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. A decisão, tomada por unanimidade, atende a um pedido de liminar protocolado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e vale até o julgamento definitivo do registro de candidatura de Marçal.
Segundo o MPE, Pablo Marçal está inelegível até 2032, por ter sido condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo em um caso envolvendo a oferta de gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro, durante as eleições municipais de 2024. Além disso, o órgão apontou que o candidato não estava filiado ao PRTB em abril deste ano, quando terminou o prazo da janela partidária para troca de partido — ele estava filiado ao União Brasil na ocasião.
Impacto na corrida eleitoral
A decisão do TSE representa um duro golpe na campanha de Pablo Marçal, que vinha crescendo nas pesquisas de intenção de voto. Com a proibição, o candidato fica impedido de realizar atos de campanha, como comícios, carreatas e distribuição de material gráfico, além de não poder participar de debates televisionados e do horário eleitoral obrigatório. A medida, no entanto, não impede que Marçal continue com sua agenda pessoal, desde que não configure propaganda eleitoral.
O TSE ainda não definiu a data para o julgamento definitivo do registro de candidatura de Pablo Marçal. Enquanto isso, a campanha do candidato permanece suspensa, gerando incertezas sobre sua viabilidade eleitoral. A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Marçal e aguarda retorno para manifestação.
Panorama político
O caso de Pablo Marçal ocorre em um momento de intensa judicialização das eleições presidenciais de 2026. O TSE tem recebido mais de mil denúncias nos primeiros dias de campanha, segundo informações divulgadas pela própria corte. A decisão desta quinta-feira reforça a postura do tribunal em aplicar rigorosamente a legislação eleitoral, especialmente em relação a candidaturas com histórico de condenações.
Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que a suspensão da campanha de Marçal pode alterar o cenário eleitoral, beneficiando candidatos que disputam o mesmo eleitorado. No entanto, a decisão ainda pode ser revista pelo plenário do TSE, o que mantém o cenário político em aberto.
Fonte: ver noticia original

