A Unidade Popular (UP) oficializou, em evento realizado em Maceió, a candidatura de Lenilda Luna ao governo de Alagoas nas eleições de 2026. A chapa foi ampliada com a definição de um candidato a vice-governador e um nome para disputar uma vaga no Senado Federal, consolidando a estratégia do partido de esquerda para o pleito estadual.
A cerimônia de oficialização ocorreu em clima de mobilização, com a presença de militantes, lideranças de movimentos sociais e representantes de partidos aliados. Lenilda Luna, professora e ativista dos direitos humanos, é a primeira mulher a encabeçar uma chapa majoritária pela legenda em Alagoas. Em seu discurso, ela destacou a necessidade de uma alternativa popular ao atual cenário político, criticando a concentração de poder e a falta de políticas públicas efetivas para as camadas mais vulneráveis da população.
Composição da chapa e alianças
A chapa da Unidade Popular conta com João Henrique Caldas (JHC) como pré-candidato ao governo de Alagoas, conforme informado pela legenda. A definição do vice e do candidato ao Senado ocorreu após negociações internas e com setores progressistas. O partido busca ampliar sua base eleitoral, especialmente entre jovens, trabalhadores e comunidades periféricas, tradicionais redutos de apoio a candidaturas de esquerda.
O evento também serviu para apresentar as principais bandeiras da campanha: reforma agrária, moradia digna, saúde pública universal, educação laica e de qualidade, e combate às desigualdades sociais. A Unidade Popular pretende usar a candidatura para fortalecer o debate sobre alternativas ao modelo econômico vigente, defendendo a estatização de setores estratégicos e o controle social das políticas públicas.
Panorama político em Alagoas
A oficialização da candidatura de Lenilda Luna ocorre em um cenário de fragmentação partidária e de forte polarização entre grupos tradicionais da política alagoana. Enquanto partidos de centro e direita articulam alianças em torno de nomes como o do atual governador e de ex-prefeitos, a Unidade Popular aposta em uma campanha de base, com forte atuação nas redes sociais e em comunidades organizadas.
A legenda, que não possui representação no Congresso Nacional, busca superar a cláusula de barreira e conquistar visibilidade para suas pautas. A candidatura de Lenilda Luna é vista como um teste para a capacidade de mobilização da esquerda alagoana, que tenta se reerguer após anos de hegemonia de grupos conservadores no estado.
Para mais informações sobre a oficialização da candidatura e os detalhes da chapa, acesse a matéria original do Tribuna Hoje.
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