O Vaticano voltou a defender o diálogo com a Rússia como caminho para encerrar a guerra na Ucrânia. Em declaração divulgada nesta semana, o enviado do Papa Francisco afirmou que isolar Moscou não contribui para a resolução do conflito, contrariando a postura de líderes ocidentais que pregam o isolamento diplomático do governo russo.
Segundo o representante da Santa Sé, a mediação e a negociação são os únicos meios viáveis para alcançar uma paz duradoura na região. A fala reforça a posição histórica do Vaticano, que tem buscado atuar como intermediário entre as partes desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022.
A declaração, repercutida pelo portal Tribuna do Sertão, ocorre em meio a novos ataques em território ucraniano e a um impasse nas conversas de paz. Enquanto Kiev insiste na retirada total das tropas russas, Moscou condiciona qualquer acordo a garantias de segurança no leste europeu.
O posicionamento do Vaticano deve ganhar força nos próximos meses, especialmente com a possibilidade de uma nova missão diplomática do Papa na região. A expectativa é que a Santa Sé intensifique os contatos com líderes religiosos e políticos de ambos os lados para tentar destravar as negociações.
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