Veículos de comunicação alagoanos denunciam que a publicidade institucional do Estado está sendo usada como instrumento de pressão contra a liberdade de imprensa. A acusação, publicada pela Tribuna do Sertão, aponta que contratos milionários de propaganda oficial servem como ‘mordaça’ para proteger o pré-candidato ao governo João Henrique Caldas (JHC).
Segundo os denunciantes, veículos que publicam reportagens críticas a JHC perdem ou têm reduzidos os repasses de verbas publicitárias. A prática, classificada como censura indireta, atinge especialmente portais e jornais do interior, que dependem desses recursos para sobreviver.
JHC, que se prepara para disputar o governo de Alagoas em 2026, nega qualquer interferência. Mas os relatos de empresários da comunicação indicam um padrão: quanto mais dura a cobertura, menor o investimento oficial. A situação levanta suspeitas de uso eleitoral da máquina pública.
O caso deve ganhar repercussão na Assembleia Legislativa e entre entidades de defesa da imprensa. A expectativa é que o Ministério Público seja acionado para investigar a suposta prática de assédio institucional contra veículos independentes.
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