A Venezuela pode enfrentar uma seca extrema e uma crise energética severa com a chegada do Super El Niño, fenômeno climático que promete agravar a dependência do país das hidrelétricas. A situação acende o alerta para uma emergência nacional, com risco de racionamento e colapso no fornecimento de energia.
Especialistas apontam que o fenômeno, um dos mais intensos das últimas décadas, deve reduzir drasticamente os níveis dos reservatórios, especialmente da usina de Guri, responsável por grande parte da geração elétrica venezuelana. A combinação de seca prolongada e infraestrutura precária pode levar a apagões generalizados, afetando hospitais, indústrias e o cotidiano da população.
O governo local ainda não apresentou um plano concreto de contingência, mas a pressão aumenta para que medidas emergenciais sejam adotadas antes que a crise se instale de vez. Enquanto isso, a oposição critica a falta de investimento em fontes alternativas de energia e a má gestão do setor elétrico, que já sofre com apagões recorrentes mesmo em períodos normais.
Com o agravamento climático, a expectativa é que o tema domine o debate político nos próximos meses, especialmente em um ano eleitoral. A população, que já convive com escassez de água e combustível, agora teme o pior: um verão de calor intenso e escuridão.
O próximo passo esperado é a convocação de um comitê de crise para avaliar os impactos do fenômeno e definir estratégias de mitigação. No entanto, sem ações rápidas e eficazes, a Venezuela pode caminhar para um cenário de colapso energético sem precedentes, com consequências imprevisíveis para a estabilidade do país.
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