Veterinário é preso em Maceió por agredir esposa após discussão sobre drogas; caso expõe falhas na proteção a vítimas de violência doméstica

Um médico-veterinário de 50 anos foi preso nesta quarta-feira (11) suspeito de agredir a esposa, de 30 anos, no bairro da Jatiúca, em Maceió. A vítima procurou ajuda na base da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit), onde relatou ter levado um tapa no rosto. Segundo a Polícia Civil, a mulher estava acompanhada dos pais quando pediu socorro aos agentes. Ela contou que mantém um relacionamento de dois anos com o suspeito e que a agressão ocorreu após questioná-lo sobre o uso de entorpecentes dentro do apartamento onde o casal mora. A vítima afirmou ainda que não foi a primeira vez que sofreu violência doméstica.

Após o relato, equipes da Oplit foram até o endereço informado pela mulher. No local, os policiais encontraram o apartamento revirado e localizaram seringas e frascos de ampolas de medicamentos espalhados pela residência. De acordo com a polícia, o suspeito apresentava sinais de possível entorpecimento, com falas desconexas e dificuldade de locomoção, chegando a tropeçar nos objetos espalhados pelo imóvel. Ele precisou ser algemado durante a abordagem. “O conduzido aparentava estado de entorpecimento e falas desconexas. Diante dos fatos, foi dada voz de prisão em flagrante pela prática de violência doméstica”, informou a Polícia Civil. O homem foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

O caso ocorre em um contexto de crescimento da violência doméstica em Alagoas, que registrou aumento de 12% nas denúncias em 2025, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública. Apesar da Lei Maria da Penha completar 19 anos em 2025, a aplicação de medidas protetivas ainda enfrenta gargalos, como a demora na concessão de ordens judiciais e a falta de estrutura para acolhimento imediato de vítimas. Especialistas apontam que a presença de drogas e o histórico de agressões anteriores são fatores que agravam o risco de feminicídio. A prisão em flagrante, embora importante, não substitui a necessidade de políticas públicas integradas, como delegacias especializadas 24 horas e abrigos sigilosos para mulheres em situação de risco.

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