O vice-governador de Alagoas, Luciano Barbosa, atribuiu ao ex-governador Renan Filho a viabilização do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Arapiraca, durante cerimônia de lançamento do projeto nesta semana. “Hoje esse sonho está se tornando realidade”, declarou Barbosa, ao reconhecer o trabalho da gestão anterior para tirar do papel uma obra aguardada há décadas pela população da região Agreste.
O VLT de Arapiraca é considerado um dos maiores investimentos em mobilidade urbana do interior alagoano, com potencial para beneficiar diretamente mais de 200 mil moradores da cidade e de municípios vizinhos. O sistema de transporte sobre trilhos deve integrar bairros periféricos ao centro comercial, reduzindo o tempo de deslocamento e os custos com transporte público. A obra, orçada em cerca de R$ 300 milhões, foi planejada ainda no governo de Renan Filho (2015-2022) e agora entra em fase de execução sob a atual administração estadual.
Panorama político e econômico
O reconhecimento público de Luciano Barbosa ao antecessor ocorre em um contexto de sucessão política em Alagoas. Renan Filho, que deixou o governo para assumir o Ministério dos Transportes no governo Lula, é apontado como um dos principais articuladores de obras de infraestrutura no estado. Já Barbosa, que assumiu o cargo de vice-governador na chapa de Paulo Dantas, busca consolidar alianças para o pleito de 2026, quando o governador tentará a reeleição.
O VLT de Arapiraca também insere Alagoas em uma tendência nacional de retomada de investimentos em transporte ferroviário de média capacidade, após décadas de priorização do modal rodoviário. Especialistas apontam que o sistema pode servir de modelo para outras cidades de médio porte no Nordeste, que enfrentam congestionamentos crescentes e dependência de transporte coletivo precário.
A cerimônia de lançamento contou com a presença de prefeitos da região, deputados estaduais e representantes do setor produtivo, que destacaram o impacto do VLT na geração de empregos diretos e indiretos durante as obras e na operação. A previsão é que o sistema entre em funcionamento parcial em 2026, com conclusão total até 2028.
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