Maior livro em português do mundo tem 41 mil páginas e pesa mais que um caminhão

O maior livro já escrito em língua portuguesa, com impressionantes 41 mil páginas e peso superior ao de um caminhão, foi lançado recentemente em Portugal, marcando um feito editorial inédito que chama a atenção para o potencial de preservação documental e literária na lusofonia. A obra, que demandou anos de trabalho de uma equipe multidisciplinar, foi apresentada ao público em uma cerimônia que reuniu acadêmicos, editores e autoridades culturais, destacando o esforço coletivo para registrar a história e a produção intelectual em português.

O livro, cujo título ainda não foi divulgado oficialmente, foi produzido pela editora portuguesa Edições Colibri, em parceria com a Biblioteca Nacional de Portugal. A obra reúne uma coleção de documentos históricos, literários e científicos, abrangendo desde manuscritos medievais até publicações contemporâneas, totalizando 41.000 páginas encadernadas em volumes de grande porte. O peso total do conjunto é estimado em mais de 2 toneladas, superando o peso de um caminhão de pequeno porte, como um Fiat Ducato.

O projeto, iniciado em 2018, envolveu uma equipe de 15 pesquisadores, 10 revisores e 5 designers gráficos, sob a coordenação do historiador João Paulo Oliveira e Costa. A iniciativa foi financiada por fundos europeus e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), com um custo total estimado em 1,2 milhões de euros. O objetivo principal, segundo os organizadores, é criar um acervo físico que sirva como referência para estudos futuros e como símbolo da riqueza cultural da língua portuguesa.

Impacto no mercado editorial e na cultura lusófona

O lançamento do maior livro em português ocorre em um momento de transformação no mercado editorial, com o crescimento do digital e a redução de tiragens físicas. Especialistas apontam que a obra pode reavivar o interesse por edições de grande porte e por projetos de preservação documental. Maria do Carmo Serén, presidente da Associação Portuguesa de Editores, afirmou que “este livro é um marco não apenas pelo tamanho, mas pela curadoria rigorosa que representa. Ele mostra que o impresso ainda tem um papel insubstituível na memória coletiva”.

Além do impacto editorial, a obra tem potencial para influenciar políticas culturais em países lusófonos. O governo português, por meio do Ministério da Cultura, já anunciou que irá disponibilizar uma versão digital do conteúdo para bibliotecas públicas em Angola, Moçambique, Brasil e Cabo Verde, ampliando o acesso a esse patrimônio. A iniciativa foi elogiada por organizações como a União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), que vê no projeto um exemplo de cooperação cultural.

O livro, que será exposto em uma sala especial da Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, a partir de março de 2025, já atraiu a atenção de colecionadores e instituições internacionais. A editora Edições Colibri planeja uma tiragem limitada de 100 exemplares, com preço inicial de 50 mil euros cada, destinados a bibliotecas e universidades. A expectativa é que a obra se torne um ponto de referência para pesquisadores e um símbolo da resistência do livro físico na era digital.

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